Dente longa vida


Morde e sopra não dá certo, não. Os dentes conseguem, com a força da mastigação, exercer pressão de até 90 quilos sobre os alimentos. A odontologia, uma especialidade dentro da ciência médica, cuida de um dos primeiros elementos com que o alimento entra em contato no aparelho digestivo. A mão pode apertar a massa, o nariz cheirar o cheiro e os olhos olharem a aparência, mas é na boca que a viagem começa.
Em tal especialidade, a prevenção que vimos pregando aqui para outras doenças, também é válida, no que diz respeito à preservação dos dentes. A medicina está mais voltada para a profilaxia do que para o tratamento. E é por isso que, cada vez mais os dentes naturais acompanham os homens por mais anos.
Com frequência o dentista precisa intervir, eliminando a doença ou paralisando a progressão. É um trabalho digno, maravilhoso e extremamente útil, cujos resultados são tanto melhores quanto mais se cuida dos dentes. E, neste aspecto, o mínimo – que já é bastante – que se pode fazer, é escovar os dentes e usar fio dental frequente e corretamente.
Já aos três anos de idade a criança deve estar aprendendo a escova-los e as primeiras visitas ao dentista devem ser feitas.
Por volta dos seis anos a criança já deverá saber fazer uso da escova e do fio dental.
Se ao estar com a dentição permanente quase completa, por volta dos 13 anos, a criança possuir gengivas saudáveis e dentes em bom estado, as chances de manter seus dentes por longos anos – e utilizáveis- são significativamente maiores. Daí bastará a manutenção para que termine seus dias com o que a natureza lhe deu.
A gengiva normal tem coloração de rosa a rosa pálida, havendo entre o dente e ela um pequeno espaço virtual, normal, com profundidade variando de 1 a 3 milímetros – o sulco gengival. É fácil observar sua existência.
Os micro-organismos naturais da boca, quando aderem ao dente, formam a placa dental ou placa bacteriana.
Esses micro-organismos liberam certos ácidos, destruidores do dente, formando a cárie – uma cavidade que, se não tratada progride até a destruição do mesmo.
Substâncias liberadas pelas bactérias da placa dental no sulco gengival atacam a gengiva, provocando a gengivite, com inchaço, vermelhidão, sangramentos. Não tratada, evolui para destruição do dente, com formação das bolsas periodontais. A doença é crônica e leva à perda do dente. Não costuma doer, só mostrando sangramentos e o dente amolecido. Seu diagnóstico precoce e o tratamento são muito importantes para salvar o dente.
Escovar os dentes, – e fazer uso do fio dental – com frequência e técnica correta – é um dos passos importantes. E é sob os métodos existentes para tal prática que discorreremos no próximo domingo.

 

Por Dr Jair Tadeu Oliveira

Médico e Escritor