Diabetes é a doença que amarga a vida


Diabetes é uma doença crônica degenerativa tão antiga quanto a própria humanidade. O tipo 2 é mais comum, há produção de insulina, mas o corpo oferece resistência à sua ação, o tratamento para controle é feito com dieta, hipoglicemiantes orais. Geralmente surge após os 40 anos de idade, quase sempre em obesos e tem forte carga genética, enquanto a do tipo 1, que atinge pessoas mais jovens e tem menor carga genética.

Cerca de 5 a 10% dos casos são do tipo 1 ou diabetes infanto-juvenil, que se manisfesta mais comumente em crianças, mas podem ocorrer em qualquer idade. Os sintomas aparecem bruscamente, ocorrendo destruição das células do pâncreas, órgão que produz insulina. Nesse caso, o único tratamento é a aplicação diária de insulina.

O diabetes tipo gestacional, por sua vez, é descoberto durante a gestação e desaparece com o nascimento do bebê e é muito grande a possibilidade de que uma mulher que sofreu esse tipo de diabetes venha desenvolver o diabetes tipo 2 após alguns anos. As consequências para o bebe são riscos de hipoglicemia (queda de açúcar no sangue), aumento de peso, maior incidência de icterícia e riscos na gravidez.

O diabetes é uma das causas mais comuns de cegueira além de problemas renais, doenças cardíacas e amputações.

FATORES   QUE   FAVORECEM   

IDADE: A tolerância à glicose declina com a idade, a tendência a diabetes é cerca de 10 vezes maior a partir de 60 anos.

OBESIDADE: A incidência de diabetes é três vezes mais alta no obeso, talvez pela resistência que a gordura oferece à insulina e pelo volume maior do corpo.

ESTRESSE:  Ansiedade mental e fisiológica pode tanto diminuir a tolerância à glicose como precipitar a diabetes em pessoas com predisposição.

PREVENÇÃO  E  CONTROLE

Enquanto aguarda a glicemia equilibrar, a adoção de hábitos alimentares saudáveis e a prática de atividade física é o caminho mais seguro para a prevenção e controle:

ALIMENTAÇÃO  FRACIONADA: Em vez de um grande almoço, que aumenta rápido a taxa de açúcar, é melhor fazer pequenas refeições mais vezes ao dia.

HORA CERTA: O horário e a quantidade de cada refeição devem estar de acordo com a insulina disponível no corpo, pois comer de menos pode baixar a taxa de açúcar no sangue (hipoglicemia) e depois ela se eleva com facilidade.

CARDÁPIO  VARIADO: O ideal são alimentos variados como cereais, raízes, carnes, leite, ovos, frutas, arroz e massas, desde que na quantidade certa, só não vale açúcar e mel.

CUIDADO COM  PRODUTOS  INDUSTRIALIZADOS:  Leia sempre os rótulos para certificar-se  da presença ou não de açúcar,

FIBRAS: As fibras dos vegetais ajudam o corpo a absorver menos glicose. Portanto, incremente a alimentação com legumes e verduras cruas e aproveite cascas e bagaços de frutas. As leguminosas: feijão, soja, lentilha, ervilha, etc. possuem fibras importantíssimas para a melhor absorção de glicose assim como os cereais integrais (arroz, trigo, aveia, etc.)

FIQUE LONGE DE: Gorduras sólidas como toucinho e manteiga, bem como frituras; açúcar branco, mascavo, mel. Doces e refrigerantes aumentam rapidamente a glicemia.

ÁLCOOL: O álcool altera a glicemia, além de fornecer calorias, quando o consumo é excessivo pode levar à hipoglicemia, portanto o uso deve ser controlado.

 Por: Magali Rogge Mugnaini Abrão – CRN 3602-magali.rogge@terra.com.br

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